O Dachshund é aquele cachorro “salsichinha” que todo mundo reconhece de longe. Só que, por trás do corpo comprido e das patinhas curtas, tem uma raça com personalidade forte, inteligência e algumas necessidades bem específicas.
Neste guia, você vai entender como é o temperamento, se dá certo em apartamento, quais cuidados evitam problemas comuns (principalmente nas costas) e o que observar antes de escolher um filhote ou adotar um adulto. Isso te poupa tempo, dinheiro e frustrações.
Além disso, você vai ver dicas práticas para rotina em cidade grande como São Paulo, onde passeio, barulho, elevador e calor em alguns períodos do ano podem mudar bastante o dia a dia do seu cão.
A ideia aqui é simples: te ajudar a decidir com segurança se essa raça combina com a sua casa e, se combinar, como cuidar do jeito certo desde o começo.

1) Por Que O “Salsichinha” Virou Um Queridinho?
O Dachshund ficou famoso porque é pequeno o bastante para caber em muitos estilos de casa, mas ao mesmo tempo é corajoso e cheio de atitude. Ele foi criado para caça (principalmente para entrar em tocas), então é comum ver esse instinto aparecendo em casa: curiosidade, persistência e vontade de “investigar tudo”.
Você também nota rápido que ele tende a criar um vínculo forte com a família. Muitos são carinhosos e gostam de ficar por perto, seguindo você pela casa. Por outro lado, esse apego pode virar teimosia do tipo “eu decido”, principalmente se você deixar tudo “do jeito dele” desde filhote.
Outro motivo de sucesso é o visual: corpo alongado, expressão alerta e, em muitos casos, uma cara de “eu sei o que estou fazendo”. Só que a aparência fofa pode enganar: essa raça precisa de rotina, limites e cuidados com o corpo para evitar lesões.
Em São Paulo, ele costuma se adaptar bem à vida urbana, mas isso depende de treino e manejo. Barulhos no corredor do prédio, campainha, moto na rua e gente passando podem aumentar a chance de latidos se você não trabalhar isso cedo.
2) Como É O Dachshund? (Tamanho, Tipos E Personalidade)
Se você quer uma resposta rápida: Dachshund é um cão pequeno, esperto e confiante, com energia suficiente para brincar bastante e, ao mesmo tempo, curtir um colo depois. Ele pode ser um ótimo companheiro para vários tipos de leitores, desde que você entenda duas coisas: ele não é “frágil” só por ser baixo, e ele não é “manso” só por ser pequeno.
Existem variações de tamanho e de pelagem. Você pode encontrar Dachshund de pelo curto, pelo longo e pelo duro (arame). Também é comum ouvir falar em “standard” e “miniatura”. Isso influencia peso, manejo da pelagem e até a facilidade de sentir frio.
Na personalidade, o padrão é: alerta, protetor, curioso e um pouco teimoso. Ele aprende, mas testa limites. Por isso, você consegue resultados ótimos com treino curto e constante, e costuma ter mais dificuldade se tentar “forçar” na bronca.
Confira abaixo a ficha técnica do Dachshund, com porte, origem, expectativa de vida e nível de energia para você decidir se essa raça combina com a sua rotina.
Ficha Técnica do Dachshund
| Item | Informação |
|---|---|
| Raça | Dachshund |
| Porte | Pequeno (pode variar entre standard e miniatura) |
| Origem | Alemanha |
| Peso médio | Em geral, cerca de 4 a 15 kg (varia pelo tamanho e padrão) |
| Expectativa de vida | Aproximadamente 12 a 16 anos (pode variar) |
| Ninhada média | Em média 3 a 6 filhotes (pode variar) |
| Nível de energia | Médio (com picos de animação) |
| Adestramento | Moderado: aprende bem, mas pode ser teimoso |
| Com crianças e pets | Pode ir bem com socialização e supervisão |
| Tendência a latir | Pode ser alta, especialmente sem treino |
| Cuidados com a pelagem | Baixo a moderado (depende do tipo de pelo) |
Aviso de precisão: padrões e classificações podem mudar conforme entidade e linhagem. Se você quiser confirmar detalhes oficiais, vale consultar CBKC/FCI/AKC e conversar com um veterinário.

3) Temperamento No Dia A Dia: Carinho, Teimosia E Coragem
O Dachshund costuma ser muito apegado. Ele gosta de rotina e de saber “onde você está”. Isso é ótimo para companhia, mas pode virar ansiedade se você nunca acostumar o cão a ficar sozinho aos poucos.
A coragem é real: muitos se acham grandes. Isso significa que ele pode peitar cães maiores, reagir a barulhos e querer “defender a casa”. Por isso, você precisa de socialização desde cedo e regras simples, como não reforçar latido com atenção.
A teimosia aparece quando você pede algo que não faz sentido para ele naquele momento. A saída é deixar o treino mais “vantajoso” para o cão: recompensas pequenas, sessões rápidas e consistência. Quando você muda as regras todo dia, ele percebe e faz do jeito dele.
Se você tem crianças, dá para dar certo, mas com supervisão. Ensine a criança a não pegar no colo de qualquer jeito e a não puxar o cachorro. Como o corpo do Dachshund é alongado, movimentos bruscos e quedas são um risco real.
4) Dachshund Em Apartamento Em São Paulo: Dá Certo?
Dá certo, sim, mas com alguns cuidados. Em apartamento, o maior desafio costuma ser latido e energia acumulada. Se você só deixa o Dachshund “solto” dentro de casa sem passeio e sem atividade mental, ele pode inventar trabalho: latir para barulhos, destruir coisas ou ficar ansioso.
Em São Paulo, você também lida com elevador, corredor e muito estímulo. Uma dica prática é treinar “olha pra mim” e “fica” em lugares calmos e, depois, levar para o hall do prédio. Isso ajuda o cão a não reagir a cada pessoa passando.
Sobre passeios: ele não precisa correr quilômetros, mas precisa sair. Caminhada controlada, cheirar o chão (farejar cansa a mente) e pequenas pausas para treino funcionam muito. Em dias quentes, prefira manhã cedo ou fim da tarde e observe sinais de desconforto.
Checklist rápido para rotina urbana com Dachshund:
- Use peitoral bem ajustado (evita tranco no pescoço).
- Evite escadas sempre que der (principalmente filhote e idoso).
- Não deixe pular de sofá/cama; use rampa ou degrau.
- Faça enriquecimento ambiental (brinquedos recheáveis, farejar petiscos).
- Treine silêncio/latido com reforço positivo e previsibilidade.

5) Cuidados Com A Coluna Do Dachshund (O Que Evitar)
Se tem um ponto que você não pode ignorar: coluna. O corpo do Dachshund é longo e isso aumenta o risco de problemas nas costas, como doença do disco intervertebral (IVDD). Não é para você viver com medo, mas é para ajustar a casa e a rotina.
O que mais machuca não é “andar”, e sim impacto repetido: pular do sofá, descer escada correndo, escorregar no piso liso. Um cão jovem pode parecer “invencível”, porém lesão pode aparecer de repente. Prevenir é muito mais barato e menos doloroso do que tratar.
Coisas simples que fazem diferença:
- Rampas ou degraus para acessar sofá/cama (e, melhor ainda, limitar acesso).
- Tapetes antiderrapantes em corredores e perto de onde ele brinca.
- Controle de peso (excesso de peso aumenta carga na coluna).
- Brincadeiras no chão, sem “puxa-puxa” agressivo e sem saltos.
Se você notar sinais como dor ao tocar, dificuldade para subir em lugares, andar “duro”, tremores, ou fraqueza nas patas, procure um veterinário rapidamente. Em casos neurológicos, tempo importa. E lembre: apenas um profissional pode confirmar diagnóstico e indicar tratamento seguro.
6) Alimentação, Exercícios E Peso: O Trio Que Decide A Saúde
Para o Dachshund, manter o peso certo é uma das melhores formas de prevenção. Como ele é baixo, qualquer “gordurinha extra” pesa mais no corpo do que parece. E muita gente erra por achar que petisco é “só um pedacinho”.
Na alimentação, o básico bem feito funciona: ração completa de boa qualidade, porção medida e água fresca. Se você quiser oferecer comida caseira, faça isso com orientação de veterinário nutricionista para não faltar nutrientes. Isso é importante porque “comida de gente” pode ter sal, gordura e temperos que fazem mal.
Exercício ideal é o que fortalece sem impactar demais. Caminhadas diárias, brincadeiras no chão e jogos de faro são ótimos. Você não precisa de corrida intensa, e sim de constância. Melhor 2 passeios curtos por dia do que um passeio longo e raro.
Sinais de que você precisa ajustar a rotina:
- Ele cansa rápido e fica ofegante com pouco esforço (pode ser calor, peso ou falta de condicionamento).
- Ele pede comida o tempo todo (pode ser hábito, ansiedade ou porção inadequada).
- Ele fica irritado e destrói coisas (energia mental acumulada).
Como cada cão é um indivíduo, confirme quantidade de alimento e tipo de exercício com um veterinário, principalmente se for filhote, idoso ou tiver histórico de dor.

7) Filhote, Adoção Ou Criador: Como Escolher Sem Cair Em Cilada
Se você quer um Dachshund, escolha com calma. A pressa é onde muita gente erra: compra por impulso, pega de lugar sem procedência, e depois descobre problema de saúde, temperamento ou socialização.
Se for comprar de criador, procure sinais de responsabilidade: transparência sobre saúde, ambiente limpo, filhotes com contato humano e orientação pós-venda. Pergunte sobre histórico de coluna na linhagem, vacinação, vermifugação e socialização. Se a pessoa “desvia” de perguntas simples, isso é alerta.
Se você for adotar, melhor ainda: muitas ONGs e protetores têm cães com temperamento já mais claro. Você pode encontrar um Dachshund adulto, que às vezes já aprendeu rotina e pode ser mais tranquilo. Pergunte sobre convivência com outros pets, reação a barulhos e nível de energia.
Checklist prático antes de decidir:
- Você consegue fazer passeios diários (mesmo curtos)?
- Sua casa dá para adaptar com rampa e tapetes?
- Você topa treinar latido e ficar sozinho?
- Você tem orçamento para prevenção (vacinas, antiparasitário, check-ups)?
- Você sabe quem é seu veterinário de confiança em São Paulo?
Quando você acerta na origem e na rotina, a chance de ter um companheiro estável e saudável aumenta muito.
Conclusão
O Dachshund pode ser um cão incrível para muitos estilos de vida: companheiro, divertido, inteligente e cheio de presença. Porém, ele não é “só fofo”. Ele precisa de treino consistente, passeio, brincadeiras que gastem a mente e, principalmente, prevenção para a coluna.
Se você mora em São Paulo, a vida em apartamento costuma funcionar bem quando você organiza horários de passeio, treina para barulhos do prédio e evita que ele vire um “alarme” a cada som no corredor. Pequenos ajustes em casa, como rampas e tapetes, fazem uma diferença enorme.
Antes de escolher, pense na sua rotina real. Se você quer um cão que combine com você por muitos anos, vale mais ir com calma, perguntar tudo, e preparar o ambiente do que decidir só pela aparência.
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FAQ – Dachshund
Dachshund solta muito pelo?
Depende do tipo de pelagem. O de pelo curto costuma soltar menos e é mais fácil de cuidar. O de pelo longo pode soltar mais e embaraçar, então você precisa escovar com mais frequência. Já o de pelo duro pode exigir tosa específica (às vezes hand stripping, dependendo do padrão). A quantidade também varia de cão para cão.
Qual a diferença entre Dachshund macho e fêmea?
Em geral, a personalidade varia mais por genética, socialização e treino do que por sexo. Algumas pessoas percebem machos mais “grudentos” e fêmeas mais independentes, mas isso não é regra. Castração, idade e ambiente pesam muito. Para decidir, observe o indivíduo e converse com protetor/criador e veterinário.
Como treinar um Dachshund teimoso?
Treino curto (3 a 8 minutos), repetido ao longo do dia, funciona melhor. Use recompensas pequenas, seja consistente com regras e evite briga. Ensine comandos úteis como “senta”, “fica”, “vem” e “no lugar”. Se ele puxar na guia, pare, chame a atenção e recompense quando andar perto de você.
Dachshund pode subir escada?
O ideal é evitar, principalmente filhotes, idosos e cães com sobrepeso ou histórico de dor. Subir e descer escadas aumenta impacto e risco para a coluna. Se não tiver como evitar, reduza ao mínimo e converse com um veterinário sobre fortalecimento e prevenção.






